Presidente do Senado quer alinhar detalhes do projeto com Lula e governadores para apresentar o texto na semana que vem
“Acho que é plenamente possível [aprovação até 20/7]. A gente apresentando o projeto, há um senso de urgência. Acho que haverá muito boa vontade das bancadas do Senado de dar solução ao maior problema federativo que temos hoje, a dívida dos Estados com a União. E quando há boa vontade, há celeridade na apreciação”, disse Pacheco, nesta quinta-feira (13).
Além de ser aprovado pelo Senado, o texto também precisa passar pelo crivo da Câmara dos Deputados. Caso entre em vigor, cada Estado poderá aplicar princípios do texto para renegociar sua dívida com a União.
Segundo cálculos da equipe de Pacheco, o valor da transação dessas três estatais é estimado em R$ 80 bilhões – só a Codemig é avaliada em R$ 59 bilhões. O valor corresponde a cerca de metade da dívida que Minas tem com a União.
Pacheco ponderou que nas últimas semanas, o avanço do tema foi afetado pela crise no Rio Grande do Sul, que demandou a votação de matérias excepcionais pelo Congresso, e pelo impasse da desoneração sobre as folhas de pagamento. Mas acredita que não há mais como postergar a pauta.
Na quarta-feira (12), Pacheco recebeu em Brasília o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), para tratar do assunto. Simões se disse satisfeito e também saiu otimista em relação ao envio do projeto na semana que vem.


