Lula, que embarcaria quinta-feira (16), decide adiar viagem ao Chile por causa do agravamento das enchentes no Rio Grande do Sul
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou a viagem que faria ao Chile nesta semana para se reunir com Gabriel Boric, chefe do Executivo do país vizinho. O petista embarcaria na próxima quinta-feira (16) e retornaria no dia seguinte. A decisão foi tomada devido ao agravamento da catástrofe climática no Rio Grande do Sul.
Conforme o mais recente balanço da Defesa Civil, o número de mortos chegou a 145 no domingo (12), com 132 desaparecidos e 806 feridos. A quantidade de pessoas fora de suas casas aumentou de cerca de 441 mil, registrado no sábado (11), para mais de 618 mil, sendo que 81 mil estão em abrigos e 538 mil estão desalojados (em casa de amigos e parentes).
Nova cheia histórica, deslizamentos e geada
As perspectivas não são boas. Voltou a chover em Porto Alegre no domingo e em outras partes do estado, como no Vale do Taquari, umas das regiões mais afetadas pelos temporais da semana passada. Foram emitidos alertas de deslizamento para várias cidades. Há ainda previsão de frio intenso nesta semana, com possibilidade de geada.
“O Guaíba voltou a apresentar elevação dos níveis, com expectativa de se elevar para valores acima dos 5 metros, conforme a chegada da vazão pelos rios contribuintes e a atuação dos ventos”, afirmou a Defesa Civil neste domingo.
“Em função dessa chuva volumosa, praticamente todos os grandes rios do estado apresentam tendência de elevação, com elevações rápidas em cotas de inundação nas bacias dos rios Caí e Taquari, e posteriormente no Jacuí, sendo que as cidades no delta das respectivas bacias ainda estão em cotas de alerta ou inundação”, acrescentou o órgão.


